Marketing Digital

Como deixei o “emprego formal” para empreender

Sabe aquela história de conseguir um emprego bom, salário fixo, crescer na empresa até aposentar? Pois é, nunca tive essa vontade. Meu nome é Nara, tenho 24 anos, sou formada em Administração e especialista em Marketing Digital e hoje vim te contar como abri mão do emprego formal para entrar no mundo do empreendedorismo.

Desde muito nova sempre sonhei em ter o meu negócio, não sabia por que aquilo ardia dentro de mim. Mas era uma vontade que não conseguia esconder. Porém, não aconteceu tudo como planejei, até porque minha mãe veio de uma época em que não existia você abrir mão de um emprego fixo e carteira assinada por algo que você nem sabia se ia dar certo. Mas, seguindo com minha história.

Assim que completei 18 anos, passei em uma faculdade federal para o curso de Engenharia Química. Por que eu escolhi esse curso? Simplesmente porque eu gostava de exatas. Passado um ano e meio de curso, já estava de saco cheio daquilo e, pior, não me via de jeito nenhum trabalhando nesta área. Mas tinha de continuar, porque isso era que toda minha família queria e eu era o “orgulho da mamãe”.

Decisão

Neste momento, me tornei a “filha rebelde” e tomei a decisão de trancar meu curso e começar Administração. Tranquei meu curso e só depois contei para minha mãe, pois ela nunca ia deixar eu abandonar minha vaga que era gratuita para pagar outro curso. Ela ficou muito chateada comigo, ainda assim decidiu ficar do meu lado.

Já estava trabalhando em uma empresa de telemarketing, mas não sei o que acontecia que em pouco tempo eu perdia totalmente o interesse de ir trabalhar e viver aquela rotina. Quando troquei de curso, decidi também trocar de emprego. Ainda tinha muita vontade de ter meu negócio, mas eu acreditava que deveria ter experiência.

Então, abandonei o emprego de atendente e resolvi esperar uma vaga administrativa. Consegui em pouco tempo, porque já tinha trabalhado nesta área quando era menor. Minha vida ficou super corrida, trabalhava o dia inteiro, ia para faculdade à noite e o meu salário, era todo para pagar meu curso. Mas, novamente depois de 10 meses, eu já estava cansada de não poder colocar ideias em prática, de seguir uma rotina maçante.

Apesar de sentir totalmente sem ânimo depois de um tempo em cada emprego, eu pensava que estava faltando apenas encontrar uma empresa que eu pudesse me sentir parte dela, onde pudesse me encontrar. Todas as vezes que eu fazia entrevista em empresas maiores, ficava com aquele frio na barriga, achando que tudo seria lindo e torcendo para ser contratada.

Depois de 10 meses em uma pequena empresa, onde cuidava de tudo, consegui um emprego em uma grande empresa na área administrativa. Nossa, aquilo era demais pra mim, porque além de ser uma empresa que eu poderia crescer, meu salário era quase o dobro do antigo. Eu fiquei muito animada nos primeiros meses, aprendendo tudo que podia e fazendo meu melhor.

Mas, passou um ano, estava na mesma situação, cansada da mesmice, me sentindo presa por não poder expressar minhas ideias, chateada por ter que fazer coisas que eu não concordava. E sempre com algo dentro de mim que dizia: “Eu poderia fazer mais”. Sempre discutia ideias que não concordava, mas sempre caía na mesma resposta: “Faça, porque o comando veio de cima.” Apesar disso acontecer em todas as empresas que passei, sempre fui uma boa profissional, até o último minuto que estive em cada uma delas, vestia a camisa e dava meu melhor.

Mesmo não satisfeita, continuei no meu trabalho e estudando. Foi na faculdade que fiz algumas amizades e uma delas também tinha vontade de ter o próprio negócio, foi aí que achamos uma loja de roupas que estava à venda e na “sede” de conseguir algo para mim, fechamos o negócio sem ao menos pensar direito.

Primeira empreitada

Larguei meu emprego, para que pudesse me dedicar à loja. Estava vivendo um sonho, mas logo a realidade veio à tona. Fizemos várias dívidas com fornecedores, não estávamos conseguindo vender e as contas não paravam de chegar. Além disso, o relacionamento com minha sócia não estava indo bem, nossas ideias estavam muito divergentes. Depois de 5 meses neste impasse, recebi uma oferta para voltar para meu antigo emprego. Então, resolvi desfazer a sociedade e voltei a trabalhar.

Agora, eu tinha voltado com sede de fazer acontecer e de retribuir a confiança deles em me ceder a vaga novamente. Eu era muito boa no que fazia, sempre atenta nas mínimas exceções, em poucos meses que voltei, meus líderes começaram a me envolver em grandes projetos, reuniões, participar de decisões e começar novas tarefas.

Porém, depois de 6 meses que tinha voltado, comecei a sentir muito mal. Sentia sensações de desmaios, tremor, pânico, dor no estômago, dor no peito, náuseas. Foi uma situação que me derrubou, pois não conseguia trabalhar, ficar sozinha e não confiava em ninguém para ficar ao meu lado. As sensações em meu corpo eram horríveis. Estava tão mal que não conseguia nem dormir, com medo de tudo que ia sentir no próximo dia, e se eu passasse mal de novo?? O que iria pensar meus chefes? E meus colegas??!! Isso me corroía por dentro, mas eu não conseguia controlar.

Após 1 mês realizando uma bateria de exames, todos os resultados estavam normais, eu não conseguia compreender o que estava acontecendo. Foi quando no último exame, já estava tão nervosa que, chorei para o médico, perguntando o que estava acontecendo. Foi aí que fui diagnosticada com síndrome do pânico.

Fiquei um tempo afastada do meu emprego, comecei a me sentir melhor, fazer tratamento, mas quando voltava a rotina em pouco tempo estava sentindo mal novamente. Não sabia o que fazer, pois vivia um dia de cada vez, tinha dias que não conseguia ir trabalhar. E como sempre fui muito responsável, aquilo me matava por dentro, pois estava deixando a empresa “na mão”.

Foram vários afastamentos depois que comecei a fazer o tratamento, eu já tinha perdido toda credibilidade. Mas, foi em um período de afastamento que veio a vontade de empreender, na busca de ter qualidade de vida.

Nova tentativa

Pesquisando sobre como ter um negócio com pouco dinheiro, encontrei alguns vídeos falando de marketing digital. Fiquei mais um tempo pesquisando, e finalmente, comprei um curso. Durante esse tempo, voltei ao emprego, mas fazendo o curso e trabalhando para montar uma estrutura para trabalhar online. Até que consegui finalizar todo o curso e resolvi me dedicar totalmente ao meu projeto.

Pouco tempo depois, meu negócio digital estava no ar. Meu objetivo era ajudar pessoas a trabalhar em casa para ter qualidade de vida, flexibilidade de horários, melhores ganhos, assim como eu. Comecei a fazer vários cursos nesta área de marketing, e aplicar todo esse conhecimento no meu negócio, foi aí que percebi que, várias empresas simplesmente não tinham um posicionamento por não saber utilizar a internet para alavancar seu negócio, então várias empresas começaram a me procurar por conta das dicas que comecei a dar.

E aí encontrei minha paixão, que é ajudar outros negócios a se posicionarem utilizando a internet. Desde então, tenho me dedicado a fazer cursos, aplicar estratégias no meu negócio e repassar as que dão certo e também as que não funcionam.

Hoje, eu trabalho com o que me faz feliz, minha saúde está cada vez melhor e ainda sobra espaço para aprender muito mais. Espero que minha história te inspire a acreditar em você, arregaçar as mangas e fazer acontecer.

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Nara Prado
Por Nara Prado, especialista em marketing digital e redes sociais para negócios, com foco em empreendedoras "faz tudo", vai compartilhar dicas, sacadas e estratégias para você aumentar sua visibilidade, posicionamento e alavancar seu negócio.