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Roseanny Alessandra, da Balão Cultura: “Não adianta sonhar e não buscar realizar”

Uma metamorfose ambulante. Roseanny Alessandra não se descreve assim, mas relata diversas mudanças de caminho ao longo da vida. Para ela, ninguém nasceu para estar taxado em uma figura só e as pessoas têm de buscar o que traz felicidade, que é uma satisfação intrínseca e não está no outro. A dona da Balão Cultura defende ainda que a felicidade está nas escolhas.

E a primeira escolha profissional foi o magistério. “Aos 20 e poucos decidi mudar minha trajetória. Fiz Direito e atuei na administração pública e contratual nas áreas farmacêuticas e de diagnóstico durante 13 anos”, lembra.

Satisfeita em atender as imposições sociais, como crescer, fazer faculdade e mestrado, ela decidiu ‘aos 30 e poucos’ mudar novamente a rota. “Investi em coaching profissional e ia tirar um ano sabático, rodando pelo mundo e atuando no terceiro setor. Neste momento, uma pessoa me convenceu a abrir e desenvolver um negócio”, conta Roseanny.

Um novo mundo

Apesar de sólida experiência profissional, que a ajudou significativamente no novo negócio, Roseanny afirma que desconhecia tudo relacionado ao que é ser empreendedor. Por isso, ela investiu em diversos cursos e encontrou o empreendimento ideal no próprio círculo de amizades. “Um das pessoas do meu convívio tinha uma linha de balões. Fiz um plano de negócio para o mercado brasileiro. Comecei com um e-commerce, apenas vendendo produtos. Em seguida, identifiquei oportunidades: fornecer gás hélio e decoração.”

Nascia então, sete anos atrás, a Balão Cultura, empresa em que Roseanny desenvolve produtos artesanais e oferece decorações conceituais de balões. “Desenvolvemos balão com flores, tecido, papelaria. Estamos sempre tentando buscar soluções novas, com técnicas de fora do País.”

Para consolidar seu negócio, ela enfrentou alguns desafios. O primeiro deles foi a falta de informação, que ela resolveu com cursos e frequenta vários eventos. Foco e a quebra de paradigmas foram outras questões a serem superadas. “E o organicamente é muito lento. Para crescer e ter um desenvolvimento mais rápido do negócio, é preciso buscar um investimento”, pontua ela, que recorreu ao banco para levantar capital de giro.

Próximos passos

Com escritório na Vila Mariana, em São Paulo, a Balão Cultura hoje opera em sua capacidade máxima: atende entre 100 e 150 festas por mês. “Existe uma demanda maior do que eu atendo, mas e preocupo muito em tender com qualidade. Temos estudos para ampliar o mercado, pois alcançamos uma área de deslocamento muito pequena, que são 12 quilômetros.”

Roseanny mantém a agenda cheia com bastante esforço. Majoritariamente os clientes vêm por indicação. Instagram, Facebook e Youtube são outros canais de vendas, sendo que a empreendedora investe até em cursos e dicas na rede social de vídeos. E todos os clientes recebem uma pesquisa de satisfação.

Mas quais serão as próximas mudanças? Aumentar a responsabilidade social e o cuidado com o meio ambiente da Balão Cultura são duas delas. Para tanto, ela quer reduzir custos com eletricidade a partir da instalação de placas solares e também otimizar os processos da equipe. “Posso vender o kit dos produtos artesanais. Existem decoradores e empresas que querem se profissionalizar no nicho. Dou treinamentos para fora de São Paulo”, continua.

Apesar de ter um negócio já consolidado, a empreendedora não descarta novidades e afirma que pode fazer mudanças de caminho. “Sonho em viajar o mundo, conhecer outras culturas diferentes e como os empreendedores de lá se comunicam e se posicionam”, finaliza.

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Jornalista especialista em contar histórias de superação. Feminista, sonha em criar um mundo mais igualitário e justo para as mulheres por meio da informação e do empoderamento econômico.