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A artesã que começou a empreender com R$ 50 e já exportou para cinco países

O talento para fazer bijuterias bastou para Nelly saber que poderia começar seu próprio negócio. Ela tinha pouco dinheiro para tirar a ideia do papel, mas contou com a orientação do Sebrae para investir certo e levar seu produto ao mercado internacional.

Quando Nelly perdeu o emprego em 2011 após 20 anos trabalhando em instituições bancárias de Recife-PE, sua maior preocupação era não precisar gastar as economias que tinha reservado para custear a educação dos filhos. Sem encontrar trabalho na sua área, decidiu aceitar o convite de ser gerente administrativa de uma cafeteria que uma amiga pretendia abrir na cidade.

Foi então que ela procurou o Sebrae, buscando um plano de negócios para o empreendimento. Durante o atendimento, o consultor reparou em uma pulseira de couro que Nelly usava e ficou surpreso ao saber que ela mesmo tinha confeccionado a peça. A futura empreendedora aproveitou esse momento para revelar que seu verdadeiro desejo era abrir o próprio negócio.

Aí ele me perguntou: quanto você tem disponível para começar a produzir essas pulseiras para vender? Eu ri e disse que tinha apenas R$ 50.

Mesmo se tratando de um valor baixo, o profissional a incentivou a investir em materiais para começar a produção. Nelly seguiu o conselho e confeccionou inicialmente cem peças.

Com a ajuda da filha, que vendia as bijuterias na escola, em pouco tempo todas as peças foram compradas, o que a deixou bastante animada, pois ela conseguiu faturar 15 vezes mais do que tinha investido.

“Aí eu fiz o seguinte cálculo: se a partir de R$ 50 reais eu consegui gerar R$ 750, eu vou pegar esses R$ 750 e conseguir mais de R$ 5 mil.”

A partir de então, a empreendedora começou a participar de feiras para vender seus produtos, ao mesmo tempo em que fazia cursos gratuitos no Sebrae como “Eu sei controlar meu dinheiro”, “Eu sei planejar”, “Eu sei comprar”, “Eu sei vender”. O sucesso foi tão grande que em alguns eventos Nelly vendia todas as peças em cerca de meia hora.

Foi quando a minha coordenadora do Sebrae disse que eu estava no caminho certo e que a partir daquele momento eu teria de galgar horizontes maiores, potencializando novos mercados. Então me formalizei como MEI, abri meu CNPJ, uma conta corrente e adquiri uma máquina de cartão de crédito.

Formalizada e cada vez mais capacitada, a empresária viu os negócios crescerem a cada dia. Também por intermédio do Sebrae, participou de feiras internacionais e exportou seus produtos para cinco países.

Agora, o próximo passo de Nelly é abrir um ponto fixo de vendas e mudar para a categoria microempresa (ME), já que sendo MEI seu faturamento só pode chegar a R$ 81 mil por ano.

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